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Natureza

Sol da Meia-Noite e Noite Polar: 7 Câmeras ao Vivo

Noites de verão que nunca escurecem, dias de inverno que nunca clareiam. Quatro câmeras dentro do Círculo Polar, duas logo fora na Islândia e uma ao sul.

O que dá para ver

O Círculo Polar Ártico fica a 66°34′ de latitude norte. Ao norte dessa linha o sol fica acima do horizonte por um dia inteiro no verão (o sol da meia-noite) e abaixo dele por um dia inteiro no inverno (a noite polar). Logo acima da linha isso dá um ou dois dias por ano; quanto mais ao norte, mais dias. Numa câmera ao vivo a diferença aparece em uma coisa só: o quanto a imagem está clara.

Quatro câmeras dentro do Círculo. Todas são pontos de observação do MET Norway, instalados para medir o tempo, não para fotografar paisagem. Trolltinden, em Andøya fica a 69° N, no alto de uma montanha na ponta norte das ilhas Vesterålen, voltada para oeste: planalto sem árvores, lagoas espalhadas e, ao fundo, o horizonte do mar da Noruega. Bø, em Vesterålen olha, de um povoado no mar aberto, para ilhotas e recifes. Drag, em Hamarøy aponta para o fundo do Tysfjord e as montanhas que o fecham. Bjørnøya fica a 74° N, uma ilha no meio do caminho entre o continente norueguês e Spitsbergen, com uma estação meteorológica ocupada sem interrupção desde 1923. A ilha inteira é reserva natural, e a neblina é tão comum que a tela costuma ficar branca e vazia.

Duas câmeras logo fora do Círculo. As duas são do Instituto Meteorológico da Islândia. Quase nada da terra firme islandesa está dentro do Círculo Polar — a linha cruza apenas Grímsey, uma ilhota ao norte, e passa longe da ilha principal. Mánárbakki é um ponto de observação numa fazenda da península de Tjörnes, que avança para o norte no oceano Ártico; capim cortado e uma estrada terminam no horizonte do mar. É mais ou menos o ponto em que a ilha principal chega mais perto da linha. Reykjavík é o instituto apontando uma câmera para o norte do telhado do próprio prédio: os telhados da capital na frente, depois a baía de Faxaflói e, do outro lado, a crista do Esja.

A sétima, Haukeliseter, está aqui para servir de comparação. Fica no sul da Noruega, num planalto a 991 m, bem longe do Círculo Polar. Os postes e caixas que ocupam a tela são todos pluviômetros: é o campo onde o MET Norway estuda como medir neve corretamente com vento. Aqui não há sol da meia-noite nem noite polar. Mesmo instituto, mesmo tipo de câmera — e um dia e uma noite completamente diferentes.

As sete estão juntas porque assim dá para ver até que ponto ao norte a noite desaparece. No mapa, o norte da Europa parece um bloco só. Abra as sete no mesmo instante e cada tela está com um brilho diferente.

Câmeras para ver agora: 7

Todas as 7 são imagens estáticas. Toque em uma para abri-la na lista de câmeras.

Quando vale a pena olhar

As datas dependem da latitude. Calculando pela declinação do sol: em Andøya, 69° N, o sol da meia-noite vai de cerca de 27 de maio a 19 de julho (54 dias) e a noite polar de cerca de 28 de novembro a 16 de janeiro (50 dias). Em Bjørnøya, 74° N, o sol da meia-noite vai de cerca de 5 de maio a 9 de agosto (97 dias) e a noite polar de cerca de 7 de novembro a 5 de fevereiro (91 dias). (Calculado em 2026-09-20 pelo centro do sol; os números publicados, que incluem a refração atmosférica, são um pouco maiores.) Nada disso acontece nas duas câmeras islandesas nem em Haukeliseter.

O fuso decide a hora de abrir. A Noruega fica em UTC+2 no verão e UTC+1 no inverno; a Islândia fica em UTC o ano todo. Para o sol da meia-noite, abra por volta da meia-noite local em junho — as quatro telas do norte continuam claras, com o sol acima do horizonte.

Para a noite polar, abra por volta do meio-dia local em dezembro. As quatro câmeras do norte ficam num crepúsculo azul mesmo ao meio-dia, e o sol não nasce. Esse crepúsculo também encurta quanto mais ao norte. Abra à noite local no inverno e só vem uma tela preta. Não é defeito: ali é noite mesmo.

As sete são câmeras de imagem parada. As duas islandesas trocam a imagem a cada dez minutos.

Se a imagem não aparecer

As fontes são o MET Norway e o Instituto Meteorológico da Islândia. Bjørnøya não tem imagem de exemplo porque ainda não houve um quadro aproveitável; a regra está em Como usar este site e de onde vêm as imagens.

A vizinha mais próxima, no sentido do que um céu escuro mostra, é a Aurora — com a relação invertida, já que durante o sol da meia-noite a aurora não aparece. Outras câmeras do instituto islandês estão em Geleiras e Vales geotérmicos e campos de vapor, e as sete daqui também aparecem nas páginas da Noruega e da Islândia.

O que aparece muda com a hora em que você abre, então a conta está em Escolher uma câmera que esteja de dia agora. Se a tela estiver preta e você quiser saber se é noite ou defeito, veja Quando uma câmera ao vivo não mostra nada.

Onde fica Sol da Meia-Noite e Noite Polar

Órgãos que publicam as câmeras desta página

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